A DAMA DE AZUL ESTREIA





PAULA DE OLIVEIRA  (Perpétua)

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   A Dama de Azul - Crítica
Quando sou convidado para uma estreia de uma peça de teatro fico apreensivo, escolho um look especial, perfume suave e não leio a sinopse/release. Gosto da surpresa... as vezes positiva, outras nem tanto.
O diretor Rodney D´Annibale é um profissional experiente e renomado. Sempre seguro e inovador em tudo que faz, jamais me decepcionou em seus espetáculos, seja na direção ou atuando.
O casamento entre Rodney e AC de Paula (o autor) é extremamente prolífico e brilhante. Rodney com seu viés almodowariano e AC de Paula nos brindando com um suspense leve repleto de críticas sociais acerta em cheio e é moderno.
O mistério que vislumbra o palco atinge a plateia e intriga. Entretanto, não temos a sensação de confusão. Os diálogos concisos, contundentes e agridoces são pontuados por um humor ácido, mas não cáustico.
O ritmo do espetáculo, assim como o texto não são uma montanha russa de emoções. O texto, adaptação do livro de AC de Paula sobe degrau a degrau até o cume. Sem quedas ou subterfúgios. Fiquei curioso para ler o livro.
Destaco a atuação da empregada Vera Stone que é um misto de Grace Gianoukas e Graziella Moretto (As Domésticas) e da esposa Valentina que lembra Nair Bello.
Aprecio muito um texto assim: híbrido, mezzo comédia de costumes, mezzo suspense. Adaptações de livros nem sempre são felizes, mas neste caso, vemos um trabalho primoroso do roteirista.
O cenário é limpo, polido e discreto e o teatro é aconchegante. Um bom divertimento para uma noite fria de sábado.
Recomendo e quero rever...

Jornalista MTB 63956


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